Pedro J. Nunes

São José do Calçado, 1962. Funcionário público e escritor. Formado em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Embora tenha feito os primeiros estudos no Grupo Escolar Manoel Franco, foi alfabetizado pela mãe, dona Anna, aos seis anos, e desde então não largou os livros. Os pais, embora não fossem ligados à Literatura, não negaram apoio ao leitor precoce ou à formação do futuro escritor. Leitor voraz de Dostoievski e outros autores clássicos, estreou na literatura em 1987, quando, entre quase dois mil escritores de todo o país, foi selecionado com o conto Sereia para participar na antologia Jovens Contos Eróticos, da editora Brasiliense. Em 1993 surgiu com Aninhanha, livro que alcançou duas edições e se tornou objeto de inúmeras análises em cursos de especialização e mestrado em Literatura. Este livro precedeu Vilarejo e outras histórias, seu maior êxito, atualmente na 5ª edição, lançado pouco depois, a exemplo de Aninhanha, na coleção A Cultura na Ufes, da Secretaria de Produção e Difusão Cultural da Ufes. A primeira edição de Vilarejo veio encartada na célebre revista Você e esgotou-se em 22 dias, um marco na Literatura do Espírito Santo. A edição encartada trazia apenas a novela Vilarejo. Os contos que compõem o livro só apareceram a partir da segunda edição. Vilarejo e outras histórias foi leitura obrigatória no vestibular da Ufes de 1995 e 1996 e ainda hoje é bastante lido em escolas de 1º e 2º graus.

Escritor premiado, em 1992 recebeu o Prêmio Almeida Cousin para escritor revelação. Em 1998, com o romance inédito Menino, recebeu o Prêmio de Romance Virgínia Tamanini, da Secretaria de Cultura do Espírito Santo. O romance apareceu em livro em 2000 e em 2005 saiu a 2ª edição. Nesse mesmo ano, o livro entrou para o programa de leitura da Secretaria de Educação do Espírito Santo. O enredo é baseado na infância do autor em São José do Calçado e é uma biografia de parte daquela cidade sob a lente de um imparcial menino-observador.

Não se apressa em escrever. Costuma dizer que seus livros são sub-produtos da leitura.

Praticante de viola de dez cordas, é fã confesso do Deep Purple, mas ouve de Tonico e Tinoco a Bach com um hiato cheio de ressalvas.

Casado e feliz com Rosângela, sua obra-prima é Mariana, sua filha.

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